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O Tráfego Aéreo na América Latina e no Caribe cresceu 1% em abril

Em abril de 2026, o tráfego aéreo total de passageiros de, para e dentro da América Latina e do Caribe alcançou 39,2 milhões de passageiros. Esse resultado representa um crescimento de 1% em relação a abril de 2025, equivalente a 392 mil passageiros adicionais.

By · 11 jun. 2026


O desempenho indica uma desaceleração em comparação ao primeiro trimestre do ano, quando a região registrou crescimentos mensais superiores a 6%, influenciada principalmente pelo menor dinamismo de alguns dos maiores mercados da região, especialmente Brasil e México. Ainda assim, o tráfego dentro da América Latina e do Caribe continuou crescendo acima da média regional, enquanto as companhias aéreas sediadas na região registraram o maior crescimento entre todas as regiões do mundo durante abril, segundo dados da IATA[i].

 

Resumo dos indicadores:

  • A capacidade, medida em assentos-quilômetro disponíveis (ASK), cresceu 2,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.
  •  A demanda, medida em passageiros-quilômetro transportados (RPK), aumentou 2,5% na comparação anual.
  •  O fator de ocupação médio foi de 83,3%.

 

Tráfego aéreo em abril de 2026: principais destaques:

 

  • O tráfego aéreo regional alcançou 39,2 milhões de passageiros em abril.
    • mercado doméstico representou 54,8% do total, enquanto o internacional concentrou 45,2%.

 

  • O crescimento regional desacelerou em relação ao primeiro trimestre.
    • O tráfego cresceu 1% na comparação anual em abril, abaixo dos avanços observados em janeiro (+6,2%), fevereiro (+6,6%) e março (+6%).

 

  • O tráfego intrarregional continuou crescendo acima da média regional.
    • O tráfego entre países da América Latina e do Caribe aumentou 6,2%, enquanto o tráfego extrarregional registrou queda de 0,4%.

 

  • O Panamá foi o principal motor do crescimento regional.
    • O país cresceu 14,3% em relação ao ano anterior e alcançou 1,86 milhão de passageiros, impulsionado pelo tráfego com os Estados Unidos (+12,9%) e por mercados regionais como México (+21%) e Brasil (+17%).

 

  • O Brasil registrou um crescimento mais moderado.
    • O principal mercado aéreo da região cresceu 1,8%, após registrar altas de 10,3% em janeiro, 9,9% em fevereiro e 8,3% em março.

 

  • O México continuou mostrando sinais de fraqueza.
    • O tráfego total caiu 3,5% em relação ao ano anterior e acumula retração de 0,8% nos primeiros quatro meses do ano. O mercado México–Estados Unidos registra queda acumulada de 5,6%.

 

  • Los costos operativos continuaron aumentando en la región.
  • En abril, los precios del combustible fueron 41%[ii] superiores aos de um ano antes no Brasil e até 60%[iii] mais altos no México. Em paralelo, os preços ao consumidor das passagens aéreas aumentaram 23,2% no Brasil.

 

Em abril, o crescimento regional desacelerou para 1%, em um contexto de maior pressão sobre os custos. O combustível está 41% mais caro no Brasil e 60% mais caro no México do que há um ano. Ainda assim, o tráfego intrarregional continuou crescendo 6,2%. Por isso, a articulação entre governos e indústria é fundamental para fortalecer e proteger a conectividade, que promove desenvolvimento e bem-estar na região, além de mitigar as variáveis externas que pressionam o setor”, afirmou Peter Cerdá, CEO da ALTA.

 

A análise completa, incluindo detalhes por país, mercados internacionais, novas rotas e dados sobre o ambiente de custos, combustível e tráfego aéreo — está disponível em: Relatório de Tráfego ALTA – abril de 2026

 

 

Glossário: RPK (Revenue Passenger Kilometres) quantidade de passageiros pagantes transportados multiplicada pela distância percorrida | ASK (Available Seat Kilometers) quantidade de assentos disponíveis para venda multiplicada pela distância percorrida | Fator de Ocupação: obtém-se dividindo os RPK pelos ASK.

 

Nota Metodológica 1: Neste documento, a região da América Latina e do Caribe (LAC) é definida como a soma da América do Sul, América Central, Caribe e México. Essa definição é utilizada de forma consistente em todas as análises de tráfego regional e internacional. Consideram-se voos domésticos aqueles realizados dentro de um mesmo país. O tráfego internacional é classificado em dois grandes segmentos:

  • Tráfego internacional intrarregional: voos entre países dentro da LAC (por exemplo, Argentina–Brasil ou México–Colômbia).
  • Tráfego internacional extrarregional: voos entre a LAC e outras regiões do mundo (como América do Norte, Europa, Ásia-Pacífico, Oriente Médio ou África).

 

Nota metodológica 2: Os dados da IATA correspondem ao tráfego transportado por companhias aéreas sediadas em cada região (RPK), enquanto os dados da ALTA se baseiam nos passageiros transportados de, para e dentro da América Latina e do Caribe (origem-destino). As métricas não são diretamente comparáveis devido às diferenças metodológicas entre ambas as fontes.



[i] International Air Transport Association (IATA), Air Passenger Market Analysis – April 2026, junho de 2026. Disponível em: <a href=\"\"\"\"\"\"\"\"\"\"\"\"\"\"https:/w


Lina
Quintero

Head of Government Affairs

Advogada e Mestre em Políticas Públicas pela Universidad de los Andes, com mais de 10 anos de experiência em assuntos regulatórios, relações governamentais e estratégia de políticas públicas na América Latina. Atualmente, atua como Head of Government Affairs na Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (ALTA), liderando o relacionamento com governos, reguladores e organismos internacionais, a fim de promover políticas que fortaleçam a conectividade aérea e o desenvolvimento do setor aeronáutico na região.

María José
Correa

Coordenadora de Comunicação

María José possui sólida experiência em comunicação estratégica, gestão de reputação, gerenciamento de crises e posicionamento institucional para organizações de alcance global. Ao longo de sua trajetória, desenvolveu estratégias de comunicação 360° e iniciativas de visibilidade na mídia para empresas de diversos setores, incluindo energia, setor financeiro e gastronomia, com o objetivo de fortalecer a reputação corporativa e o relacionamento com públicos-chave.

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Johnny
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Accounting Director

Johnny é Contador Público formado pela Universidade Santa María em Caracas, Venezuela. Possui mais de 30 anos de experiência nas áreas de Administração, Contabilidade e Finanças, liderando a implantação de sistemas administrativos e financeiros e reestruturação do departamento contábil. Em janeiro de 2009 ingressou na ALTA como chefe de administração e finanças sendo responsável pela auditoria externa, dos procedimentos internos, control de ativos e coordenação dos serviços e manutenção de TI, assim como dos forecast e relatórios financeiros de forma a impulsionar rentabilidade atual e de longo prazo.

Maria Carolina
Cárdenas

Chief of Staff

Carolina é advogada, especialista em Direito e Negócios Internacionais desde 2007. Atuou no Citibank, na Asobolsa (como Vice-Presidente Jurídica e Administrativa), na IATA (como Gerente de Assuntos Governamentais) e, mais recentemente, prestou serviços de consultoria em desenvolvimento pessoal e profissional.