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Tráfego aéreo na América Latina e no Caribe cresce 3,8% em 2025

Em 2025, o tráfego aéreo total de passageiros de, para e dentro da América Latina e do Caribe atingiu 477,3 milhões de passageiros, o que corresponde a um crescimento interanual de 3,8% em relação a 2024, equivalente a 17,5 milhões de passageiros adicionais. Cerca de 84% do crescimento líquido concentrou-se no tráfego intrarregional (doméstico + internacional intrarregional).

By · 16 fev. 2026


A oferta total de voos aumentou 2% na comparação anual, enquanto a capacidade total, medida em número de assentos, registrou crescimento de 3,1%. Em média, foram operados 160 assentos por voo em 2025, ante 158 em 2024.[i]

Resumo dos indicadores

 

Brasil, Argentina e Panamá lideraram o crescimento de 2025 na ALC

O Brasil consolidou-se como o maior mercado aéreo da região e o principal responsável pela expansão líquida de passageiros em 2025. O país registrou 129,6 milhões de passageiros, um crescimento interanual de 9,4%, equivalente a 11,2 milhões de passageiros adicionais. Ao longo do ano, o Brasil alcançou marcos relevantes: pela primeira vez, superou a marca de 100 milhões de passageiros no mercado doméstico, enquanto o tráfego internacional também apresentou o melhor desempenho de sua série histórica, totalizando 28,4 milhões de passageiros. O mercado doméstico avançou 8,4% na comparação anual, ao passo que o segmento internacional expandiu 13,4% no mesmo período. O dinamismo da aviação internacional foi sustentado pelo expressivo aumento do turismo receptivo. As chegadas de turistas internacionais por via aérea cresceram 33,2% em relação ao ano anterior[ii] com um aumento de 77% no fluxo de visitantes provenientes da Argentina. Em consonância com esse movimento, o tráfego aéreo entre o Brasil e a Argentina cresceu 29,7% na comparação anual, respondendo por aproximadamente um terço da expansão do tráfego internacional brasileiro em 2025.

A Argentina registrou o maior crescimento percentual da região em 2025. O tráfego total alcançou 33,3 milhões de passageiros, com um crescimento interanual de 13,2%, equivalente a 3,9 milhões de passageiros adicionais. O tráfego doméstico totalizou 17,4 milhões de passageiros (+9,1%), enquanto o internacional atingiu 15,9 milhões (+18,2%). A expansão da oferta de voos internacionais coincidiu com o crescimento do tráfego internacional, com destaque para as rotas para o Brasil (+38% em termos interanuais), República Dominicana (+93% interanual) e Colômbia (+28% interanual), em um contexto de maior abertura do mercado.

O Panamá registrou crescimento interanual de 9% em 2025, alcançando quase 21 milhões de passageiros, o que representa 1,7 milhão adicional em relação a 2024. Esse resultado corresponde ao tráfego total do país, que engloba tanto passageiros com origem ou destino no Panamá quanto o fluxo de conexão via hub. Nesse contexto, o tráfego origem–destino entre o Panamá e os Estados Unidos totalizou 4,63 milhões de passageiros em 2025 (+8,1% na comparação anual), desempenho relevante considerando que o tráfego total entre a América Latina e os Estados Unidos apresentou retração de 0,3% no período.[iii]

O México apresenta crescimento moderado; Colômbia e Chile se enfraquecem, enquanto o Peru registra maior expansão

O México registrou 122,4 milhões de passageiros em 2025 e foi o segundo maior mercado da América Latina e Caribe (ALC), atrás do Brasil. O tráfego total cresceu 2,4% na comparação anual, equivalente a 2,9 milhões de passageiros adicionais. O avanço do mercado doméstico (+3,3%) superou o desempenho do segmento internacional (+1,5%). A expansão do tráfego doméstico concentrou-se nos mercados com origem ou destino em Monterrey e Guadalajara, que totalizaram 13 milhões (+15% interanual) e 12,7 milhões de passageiros (+6,6% interanual), respectivamente, em 2025. O tráfego internacional avançou 1,5% na comparação anual. O mercado entre o México e o Canadá alcançou 6,2 milhões de passageiros (+16,4% interanual), enquanto o fluxo entre o México e os Estados Unidos apresentou retração de 0,2% no período, totalizando 40 milhões de passageiros.

A Colômbia foi o terceiro maior mercado da região em 2025, com 57,5 milhões de passageiros e um crescimento interanual de 1,7% (+945 mil passageiros). O tráfego doméstico recuou 1,2%, associado a uma redução de 3,8% no número de passageiros com origem ou destino em Bogotá, que concentram cerca de 70% do tráfego doméstico do país. O tráfego internacional cresceu 5,7%, alcançando 24,7 milhões de passageiros. O crescimento do segmento internacional concentrouse em rotas para países vizinhos, em especial Peru (+18% interanual), Equador (+16% interanual) e Brasil (+23% interanual).

O Chile transportou 28,4 milhões de passageiros em 2025, com um crescimento interanual de 0,8%. O tráfego doméstico recuou 1,5%, enquanto o internacional aumentou 3,9%. O crescimento do segmento internacional concentrouse em rotas com países do Cone Sul, em particular Brasil (+6% interanual) e Argentina (+5,6% interanual). No mercado doméstico, as rotas associadas à atividade mineradora, Santiago–Calama (+10% interanual) e Santiago–Antofagasta (+5,9% interanual), atenuaram a queda agregada do tráfego interno.

O Peru apresentou crescimento mais robusto em 2025, totalizando 28,5 milhões de passageiros, com expansão interanual de 5,9%. O tráfego doméstico avançou 4,7%, enquanto o segmento internacional registrou aumento de 7,6%. Esse desempenho ocorreu em um contexto de ampliação da infraestrutura aeroportuária do país, incluindo a entrada em operação do novo Aeroporto Internacional Jorge Chávez, em Lima.

A República Dominicana lidera o crescimento no Caribe e na América Central

No Caribe, a República Dominicana registrou o maior crescimento de passageiros em 2025, com 19,6 milhões de passageiros transportados, um aumento interanual de 3,1%. O incremento esteve associado a uma maior oferta de voos operados em rotas de e para os Estados Unidos (+5,1% interanual), Peru (+40% interanual), México (+24% interanual) e Argentina (+93% interanual). Em contraste, a Jamaica apresentou uma queda interanual de 7,7% no tráfego aéreo. A redução foi explicada principalmente pela contração de quase 8% no mercado Jamaica–Estados Unidos, que concentra cerca de 70% do tráfego internacional do país. O último trimestre do ano foi particularmente fraco, afetado pelo impacto do furacão Melissa no final de outubro, que provocou fechamentos temporários de aeroportos e disrupções operacionais. Nesse trimestre, o tráfego entre a Jamaica e os Estados Unidos caiu 36,2% em termos interanuais, enquanto nos primeiros nove meses do ano havia apresentado um crescimento de 1%[iv].

Na América Central, os três principais mercados, após o Panamá, apresentaram resultados mistos. A Costa Rica transportou 6,4 milhões de passageiros, com crescimento interanual de 3,2%. A Guatemala alcançou 5,1 milhões de passageiros (+3,8%), enquanto El Salvador registrou 5,2 milhões de passageiros, com uma queda interanual de 1,7%.

 

“Em 2025, o tráfego aéreo total na América Latina e no Caribe alcançou 477,3 milhões de passageiros, um crescimento interanual de 3,8% que confirma um ano estável e positivo para a região. Cerca de 84% da expansão teve origem em operações dentro da ALC, com a Argentina como o mercado de maior crescimento percentual, seguida pelo Brasil, que registrou um recorde histórico ao superar 100 milhões de passageiros domésticos, e pelo Panamá. Os dados refletem um dinamismo sustentado, que poderá se acelerar caso avancem marcos regulatórios mais eficientes e condições que favoreçam a competitividade em nossos mercados”, afirmou Peter Cerdá, CEO da ALTA.

 


Glossário:
RPK (Revenue Passenger Kilometers) – quantidade de passageiros pagantes transportados multiplicada pela distância percorrida.
ASK (Available Seat Kilometers) – quantidade de assentos disponíveis para venda multiplicada pela distância percorrida.
Fator de Ocupação – obtém-se dividindo os RPK pelos ASK.

Nota Metodológica

Neste documento, a região da América Latina e do Caribe (LAC) é definida como a soma da América do Sul, América Central, Caribe e México.
Essa definição é utilizada de forma consistente em todas as análises de tráfego regional e internacional.

Consideram-se voos domésticos aqueles realizados dentro de um mesmo país.
O tráfego internacional é classificado em dois grandes segmentos:



[i] Cálculos internos da ALTA com base em dados do Cirium SRS Schedules Analyzer (consulta: janeiro de 2026).

[ii] Embratur – Instituto Brasileiro de Turismo. Painéis de dados – Chegadas internacionais. Plataforma com estatísticas de chegadas de turistas internacionais ao Brasil, disponível para o setor de turismo. Disponível em: https://embratur.com.br/para-o-trader/inteligencia-de-dados/paineis-de-dados/chegadas-internacionais/ (consultado em janeiro de 2026).

[iii] U.S. Department of Commerce – International Trade Administration (ITA), National Travel and Tourism Office (NTTO). U.S. International Air Travel Statistics (I-92 Data). Base de dados estatística sobre o tráfego aéreo internacional entre os Estados Unidos e outros países, com base em registros APIS/I-92. Disponível em: https://www.trade.gov/us-international-air-travel-statistics-i-92-data (consultado em janeiro de 2026).

[iv] U.S. Department of Commerce – International Trade Administration (ITA), National Travel and Tourism Office (NTTO). U.S. International Air Travel Statistics (I-92 Data). Base de datos estadística sobre tráfico aéreo internacional entre Estados Unidos y otros países, basada en registros APIS/I-92. Disponible en: https://www.trade.gov/us-international-air-travel-statistics-i-92-data (consultado en enero de 2026).



Lina
Quintero

Head of Government Affairs

Attorney and Master in Public Policy with more than 10 years of experience in regulatory affairs, government relations, and public policy strategy across Latin America. Currently serves as Head of Government Affairs at the Latin American and Caribbean Air Transport Association (ALTA), leading engagement with governments, regulators, and international organizations to advance policies that strengthen air connectivity and the development of the aviation sector in the region. Brings strong experience in regional regulatory positioning, high-level stakeholder management, and the coordination of complex public policy agendas across multiple countries. Has represented organizations in strategic forums and decision-making processes throughout Latin America. Recognized for building consensus and translating complex regulatory frameworks into initiatives that enhance industry competitiveness and sustainability.

María José
Correa

Coordenadora de Comunicação

María José possui sólida experiência em comunicação estratégica, gestão de reputação, gerenciamento de crises e posicionamento institucional para organizações de alcance global. Ao longo de sua trajetória, desenvolveu estratégias de comunicação 360° e iniciativas de visibilidade na mídia para empresas de diversos setores, incluindo energia, setor financeiro e gastronomia, com o objetivo de fortalecer a reputação corporativa e o relacionamento com públicos-chave.

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Johnny
Gallardo

Accounting Director

Johnny é Contador Público formado pela Universidade Santa María em Caracas, Venezuela. Possui mais de 30 anos de experiência nas áreas de Administração, Contabilidade e Finanças, liderando a implantação de sistemas administrativos e financeiros e reestruturação do departamento contábil. Em janeiro de 2009 ingressou na ALTA como chefe de administração e finanças sendo responsável pela auditoria externa, dos procedimentos internos, control de ativos e coordenação dos serviços e manutenção de TI, assim como dos forecast e relatórios financeiros de forma a impulsionar rentabilidade atual e de longo prazo.

Maria Carolina
Cárdenas

Chief of Staff

Carolina é advogada, especialista em Direito e Negócios Internacionais desde 2007. Atuou no Citibank, na Asobolsa (como Vice-Presidente Jurídica e Administrativa), na IATA (como Gerente de Assuntos Governamentais) e, mais recentemente, prestou serviços de consultoria em desenvolvimento pessoal e profissional.