Em junho de 2026, a carga aérea internacional transportada de, para e dentro da América Latina e do Caribe alcançou 336.269 toneladas métricas, 15.089 toneladas a mais que no mesmo mês de 2025 (+4,7%). Foi a maior variação interanual registrada em 2026 e o sexto mês consecutivo de crescimento. Colômbia e Brasil responderam por 74,3% do aumento regional, enquanto o México voltou a terreno positivo.

Carga aérea internacional em junho de 2026: principais resultados
- A Colômbia respondeu por quase metade do crescimento regional.
- O país movimentou 67.310 toneladas (+11,6%) e registrou 7.016 toneladas adicionais, equivalentes a 46,5% do aumento regional. O corredor com os Estados Unidos cresceu 16,6%; dentro desse mercado, a carga transportada dos Estados Unidos para a Colômbia aumentou 33,8%.
- O Brasil completou quatro meses consecutivos de crescimento e seu principal corredor voltou a crescer.
- O Brasil transportou 77.822 toneladas (+5,7%). O corredor com os Estados Unidos cresceu 3,6%, sua primeira variação positiva após dez meses consecutivos de queda. O aumento concentrou-se na carga dos Estados Unidos para o Brasil (+6,2%), enquanto o fluxo no sentido oposto caiu 2,0%.
- O crescimento com os Estados Unidos permitiu que o México voltasse a terreno positivo.
- O México movimentou 58.128 toneladas (+1,8%). O corredor com os Estados Unidos aumentou 12,6% e somou 2.057 toneladas adicionais, compensando as quedas registradas com China, Hong Kong, Luxemburgo e Espanha.
- Panamá e Peru mantiveram resultados positivos em junho.
- O Panamá cresceu 7,2% e completou seis meses consecutivos de aumento. O Peru registrou variação de 6,7% e acumulou resultados positivos em cinco dos primeiros seis meses do ano.
- O crescimento da Argentina perdeu força, enquanto Equador e Chile encerraram o mês próximos aos volumes do ano anterior.
- A Argentina cresceu apenas 0,3%, após avanços de 25,1% em março, 14,0% em abril e 4,7% em maio. O Equador caiu 0,4% e o Chile registrou volume praticamente igual ao de junho de 2025.
“América Latina e o Caribe acumulam seis meses consecutivos de crescimento da carga aérea, refletindo a força e o potencial da região. Para sustentar essa tendência e aproveitar novas oportunidades de comércio e desenvolvimento, é fundamental evitar custos e regulamentações desnecessárias que reduzam a competitividade do transporte aéreo.”, afirmou Peter Cerdá, CEO da ALTA.
A análise completa, incluindo o detalhamento por país, corredores e mercadorias, está disponível em: Relatório de Carga ALTA – junho de 2026