Em julho de 2026, a carga aérea internacional transportada de, para e dentro da América Latina e do Caribe alcançou 334.099 toneladas métricas, 12.754 toneladas a mais que no mesmo mês de 2025 (+4%). A região completou sete meses consecutivos de crescimento, embora a taxa tenha desacelerado em relação aos 4,7% registrados em junho. Brasil e Colômbia responderam por praticamente todo o aumento líquido regional, enquanto Peru e Panamá mantiveram resultados positivos e México e Chile cresceram a taxas moderadas.

Carga aérea internacional em julho de 2026: principais resultados
- Brasil e Colômbia responderam por praticamente todo o aumento líquido regional.
- Juntos, os dois países acrescentaram 12.581 toneladas em relação a julho de 2025, o equivalente a 98,6% do aumento líquido regional. O Brasil cresceu 9,8% e a Colômbia, 8,4%.
- O Brasil registrou seu maior crescimento interanual de 2026, embora o corredor com os Estados Unidos tenha voltado a cair.
- O Brasil movimentou 83.673 toneladas (+9,8%) e acrescentou 7.439 toneladas em relação a julho de 2025. O corredor com os Estados Unidos caiu 2,2%, enquanto aumentaram os volumes com Nigéria, Alemanha, Portugal e França.
- O corredor com os Estados Unidos respondeu por cerca de 90% do aumento da Colômbia.
- A Colômbia movimentou 66.568 toneladas (+8,4%). O corredor Colômbia–Estados Unidos cresceu 13,2% e transportou 4.649 toneladas adicionais. O maior incremento foi registrado na carga transportada dos Estados Unidos para a Colômbia (+26,7%).
- Os principais corredores com os Estados Unidos apresentaram resultados distintos em julho.
- Considerando Brasil, Colômbia, México e Chile, o volume bilateral com os Estados Unidos aumentou 3,6% no conjunto. Colômbia–Estados Unidos cresceu 13,2%, enquanto Brasil–Estados Unidos caiu 2,2%, México–Estados Unidos, 2,0%, e Chile–Estados Unidos, 2,5%.
- Peru e Panamá mantiveram resultados positivos, enquanto a Argentina voltou ao terreno negativo.
- O Peru cresceu 7,5% e o Panamá, 4,4%, este último completando sete meses consecutivos de crescimento. O México aumentou 0,4% e o Chile, 1,6%. A Argentina caiu 1,6%, enquanto Equador (-6,5%), Costa Rica (-8,3%) e El Salvador (-5,5%) também registraram retrações.
“Sete meses consecutivos de crescimento confirmam a resiliência e o potencial da carga aérea na América Latina e no Caribe. Os resultados de julho mostram que, quando existem as condições adequadas, a região pode gerar um crescimento sólido e sustentável. A oportunidade agora é ampliar esse sucesso para mais mercados por meio de maior eficiência operacional, infraestrutura moderna e políticas que fortaleçam a competitividade do setor”, afirmou Peter Cerdá, CEO da ALTA.