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O tráfego aéreo na América Latina e no Caribe (LAC) cresceu 2,3% em termos anuais em novembro

Em novembro de 2025, o tráfego aéreo total de passageiros de, para e dentro da América Latina e do Caribe alcançou 39,3 milhões, o que representa um crescimento anual de 2,3% em relação a novembro de 2024, equivalente a 882 mil passageiros adicionais. O tráfego intrarregional respondeu por 84% do crescimento líquido.

By · 16 jan. 2026


A oferta de voos aumentou 2,0% em termos anuais, enquanto a capacidade total medida em assentos cresceu 2,8%, refletindo um maior uso de aeronaves de maior porte. Em média, foram operados 160 assentos por voo, frente a 159 em novembro de 2024[i].

Resumo de indicadores

Panamá e Guatemala registraram os maiores crescimentos percentuais de passageiros na região LAC

Na América Central, o tráfego aéreo de, para e dentro da sub-região cresceu 8,1% em termos anuais em novembro. Panamá e Guatemala apresentaram as maiores taxas de crescimento percentual de passageiros em toda a América Latina e o Caribe, com aumentos de 10,0% e 12,2%, respectivamente.

No Panamá, o tráfego total alcançou 1,77 milhão de passageiros, com crescimento anual de 10,0%. Durante novembro, foram operados mais de 13.300 voos, o que representa um aumento líquido superior a 1.200 voos em relação a novembro de 2024. O crescimento da oferta concentrou-se principalmente nas rotas entre o Panamá e os Estados Unidos (+13%), Colômbia (+12%), Equador (+15%) e Argentina (+28%).

Na Guatemala, o tráfego de passageiros cresceu 12,2% em termos anuais, apoiado pelo aumento do tráfego com os Estados Unidos, que registrou crescimento anual de 18%[ii].

No restante da sub-região, a Costa Rica registrou crescimento anual de 5,0%, enquanto El Salvador apresentou comportamento praticamente estável, com aumento marginal de 0,5%.

Brasil e Argentina lideraram o crescimento líquido de passageiros em LAC  

O Brasil foi o mercado que mais contribuiu para o crescimento líquido de passageiros na região em novembro, adicionando 798 mil passageiros, o que equivale a um crescimento anual de 7,9%. O mercado doméstico atingiu um recorde histórico pelo nono mês consecutivo, com alta anual de 7,4% em novembro. No acumulado janeiro–novembro, o tráfego doméstico totalizou 92 milhões de passageiros, colocando 2025 no caminho para se tornar o primeiro ano em que o mercado doméstico brasileiro ultrapassará 100 milhões de passageiros. O mercado internacional registrou crescimento anual de 9,6%. Esse desempenho coincidiu com o aumento do turismo internacional proveniente da América do Sul, que cresceu 34% em termos anuais. Dentro desse fluxo, as chegadas internacionais por via aérea provenientes da Argentina totalizaram 114 mil turistas em novembro, 56% a mais do que no mesmo mês de 2024[iii].

Na Argentina, 2,87 milhões de passageiros viajaram de, para e dentro do país em novembro, o que representa crescimento anual de 8,7%. O mercado doméstico avançou 4,4%, enquanto o segmento internacional cresceu 14,1%, em linha com a expansão da oferta de voos regionais. Destacaram-se os aumentos anuais de voos de e para o Brasil (+35%), bem como para a República Dominicana e o Panamá (+28%).

Crescimento marginal no México, Colômbia e Peru; contração no Chile

No México, o tráfego aéreo total alcançou 10,3 milhões de passageiros em novembro, com crescimento anual de 1,9%, equivalente a 188 mil passageiros adicionais. Enquanto o tráfego com os Estados Unidos, que representa mais de 60% do mercado internacional do país, caiu 0,5% em termos anuais, os mercados com Canadá (+15%) e Colômbia (+8%) registraram crescimento; como resultado, o tráfego internacional total do México cresceu 1,9% em termos anuais em novembro. O mercado doméstico avançou 3,3%, com maiores volumes de passageiros de e para Monterrey (+7,3%) e Guadalajara (+10,1%). Dentro deste último mercado, destacaram-se as rotas Guadalajara–Monterrey (+17%) e Guadalajara–Mérida (+44%).

Na Colômbia, o tráfego aéreo total cresceu 0,4% em termos anuais em novembro. O mercado doméstico avançou 1,8%, após três meses consecutivos de contrações anuais. Pela primeira vez em 2025, observou-se aumento no número de passageiros domésticos originados em Bogotá, o que permitiu que o resultado agregado do mês fosse positivo. Em contraste, o segmento internacional caiu 1,7% em termos anuais, marcando a primeira contração do ano, associada à redução dos volumes de passageiros com os Estados Unidos (-5%) e a Espanha (-11,8%).

No Peru, o tráfego aéreo total alcançou 2,3 milhões de passageiros, com crescimento anual de 1,6%. O mercado doméstico cresceu 1,4%, totalizando 1,3 milhão de passageiros, enquanto o mercado internacional avançou 1,9% em termos anuais, com 975 mil passageiros transportados.

No Chile, o tráfego aéreo apresentou o pior desempenho de 2025, com queda anual de 8,2%. O mercado doméstico contraiu 10,4%, enquanto o mercado internacional recuou 5,0%. Ambos os segmentos foram afetados por uma greve de pilotos do principal operador do país, que se estendeu por aproximadamente uma semana durante o mês.

A República Dominicana lidera o crescimento no Caribe

No Caribe, a República Dominicana registrou o maior crescimento de passageiros, com 1,53 milhão de passageiros transportados em novembro, o que representa alta anual de 5,8%. Esse desempenho esteve associado a uma maior capacidade de voos nas rotas de e para os Estados Unidos (+9% em termos anuais), bem como ao crescimento nos mercados com o Peru (+16%) e a Argentina (+45%). Em contraste, a Jamaica registrou queda anual de 53,5% no tráfego aéreo, resultado diretamente ligado ao impacto do furacão Melissa no final de outubro, que levou ao fechamento temporário dos aeroportos do país e afetou de forma significativa as operações aéreas durante o período.

 

“O tráfego de passageiros na América Latina e no Caribe continua apresentando uma evolução positiva. Embora novembro tenha registrado um crescimento mais moderado em relação a outubro, o resultado acumulado do ano reflete um desempenho sólido, com alta anual de 3,6%, mesmo em um contexto de contração do mercado entre a região e os Estados Unidos. Esse resultado confirma a resiliência da demanda aérea regional, sustentada principalmente pelo tráfego intrarregional, que segue sendo um motor fundamental de conectividade e desenvolvimento”, afirmou Peter Cerdá, CEO da ALTA.

 

 

Glossário:
RPK (Revenue Passenger Kilometers) – quantidade de passageiros pagantes transportados multiplicada pela distância percorrida.
ASK (Available Seat Kilometers) – quantidade de assentos disponíveis para venda multiplicada pela distância percorrida.
Fator de Ocupação – obtém-se dividindo os RPK pelos ASK.

Nota Metodológica

Neste documento, a região da América Latina e do Caribe (LAC) é definida como a soma da América do Sul, América Central, Caribe e México.
Essa definição é utilizada de forma consistente em todas as análises de tráfego regional e internacional.

Consideram-se voos domésticos aqueles realizados dentro de um mesmo país.
O tráfego internacional é classificado em dois grandes segmentos:

 



[i] ALTA. Cálculos internos com base em dados do Cirium SRS Schedules Analyzer (consulta em janeiro de 2026)

[ii] U.S. Department of Commerce, International Trade Administration. U.S. International Air Travel Statistics (I-92 data). Disponível em: https://www.trade.gov/us-international-air-travel-statistics-i-92-data (consulta em janeiro de 2026).

[iii] Embratur – Instituto Brasileiro de Turismo. Inteligência de Dados. Portal institucional com painéis e estatísticas de turismo internacional para o trade. Disponível em: https://embratur.com.br/para-o-trader/inteligencia-de-dados/ (consulta em janeiro de 2026).



Lina
Quintero

Head of Government Affairs

Attorney and Master in Public Policy with more than 10 years of experience in regulatory affairs, government relations, and public policy strategy across Latin America. Currently serves as Head of Government Affairs at the Latin American and Caribbean Air Transport Association (ALTA), leading engagement with governments, regulators, and international organizations to advance policies that strengthen air connectivity and the development of the aviation sector in the region. Brings strong experience in regional regulatory positioning, high-level stakeholder management, and the coordination of complex public policy agendas across multiple countries. Has represented organizations in strategic forums and decision-making processes throughout Latin America. Recognized for building consensus and translating complex regulatory frameworks into initiatives that enhance industry competitiveness and sustainability.

María José
Correa

Coordenadora de Comunicação

María José possui sólida experiência em comunicação estratégica, gestão de reputação, gerenciamento de crises e posicionamento institucional para organizações de alcance global. Ao longo de sua trajetória, desenvolveu estratégias de comunicação 360° e iniciativas de visibilidade na mídia para empresas de diversos setores, incluindo energia, setor financeiro e gastronomia, com o objetivo de fortalecer a reputação corporativa e o relacionamento com públicos-chave.

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Johnny
Gallardo

Accounting Director

Johnny é Contador Público formado pela Universidade Santa María em Caracas, Venezuela. Possui mais de 30 anos de experiência nas áreas de Administração, Contabilidade e Finanças, liderando a implantação de sistemas administrativos e financeiros e reestruturação do departamento contábil. Em janeiro de 2009 ingressou na ALTA como chefe de administração e finanças sendo responsável pela auditoria externa, dos procedimentos internos, control de ativos e coordenação dos serviços e manutenção de TI, assim como dos forecast e relatórios financeiros de forma a impulsionar rentabilidade atual e de longo prazo.

Maria Carolina
Cárdenas

Chief of Staff

Carolina é advogada, especialista em Direito e Negócios Internacionais desde 2007. Atuou no Citibank, na Asobolsa (como Vice-Presidente Jurídica e Administrativa), na IATA (como Gerente de Assuntos Governamentais) e, mais recentemente, prestou serviços de consultoria em desenvolvimento pessoal e profissional.