Em 2025, a carga aérea internacional na América Latina e no Caribe alcançou 4,1 milhões de toneladas métricas, equivalente a um crescimento interanual de 3,2%. O desempenho regional apresentou resultados mistos: os mercados de grande porte permaneceram estáveis ou com variações negativas, enquanto o crescimento foi impulsionado principalmente por mercados médios que registraram expansões de dois dígitos, incluindo Peru, Panamá, Argentina, Costa Rica e El Salvador.
Principais resultados do Relatório de Carga 2025:
1. Os mercados que mais cresceram em termos percentuais foram os de porte médio:
O tráfego de carga aérea internacional aumentou 3,2% em relação ao ano anterior, alcançando 4,1 milhões de toneladas, e os maiores crescimentos percentuais foram registrados em:
O crescimento regional foi impulsionado principalmente por esses mercados de médio porte, uma vez que o volume combinado dos maiores mercados permaneceu praticamente inalterado.
2. Os mercados de grande porte apresentaram variações limitadas, com comportamentos mistos:
Os principais mercados concentraram cerca de 60% do volume regional:
3. Os Estados Unidos permaneceram como o principal parceiro externo de carga da região:
Mais da metade da carga internacional transportada na região teve os Estados Unidos como origem ou destino.
O corredor Colômbia–Estados Unidos consolidou-se como o de maior volume da região, com 500.333 toneladas métricas transportadas entre ambos os países.
4. O México destacou-se por sua exposição ao mercado asiático, especialmente à China:
Embora México–Estados Unidos tenha sido o principal corredor de carga aérea internacional do país, o tráfego com China apresentou crescimento relevante em 2025, com aumento interanual de 14,6%, explicado principalmente pelo aumento das importações provenientes da China.
5. A operação de carga manteve-se altamente concentrada em poucos hubs:
Aeroportos como São Paulo–Guarulhos (GRU), Bogotá (BOG), Lima (LIM), Cidade do Panamá–Tocumen (PTY) e Santiago (SCL) concentraram a maior parte da carga internacional em seus respectivos países, reforçando seu papel como as principais portas de entrada da carga aérea na região

“O crescimento da carga aérea em 2025 foi moderado, porém sustentado, com mercados de porte médio registrando expansões percentuais de dois dígitos, enquanto os principais mercados apresentaram variações limitadas. Esses resultados refletem o potencial logístico da região e a necessidade de continuar fortalecendo a infraestrutura e as condições que impulsionem a competitividade. Estados Unidos mantiveram-se como a principal origem e destino da carga internacional, consolidando sua posição como o corredor de maior volume para a América Latina”, afirmou Peter Cerdá, CEO da ALTA.
A análise completa, com detalhamento por país, corredores origem–destino, capacidade cargueira e frota, está disponível no Relatório de Carga Aérea da ALTA – 2025.
Nota: Salvo indicação em contrário, as variações percentuais mencionadas correspondem a comparações interanuais.